quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Perde-la não era uma opção...



Ele já não sabia mais o que pensar...
Já tinha cantado todas as canções melancólicas que conhecia
Ele e Leia não estavam em um bom momento e ele estava apavorado com a ideia de perde-la...
Eles já se amavam há muitos anos e grandes expectativas criaram sobre quando estariam enfim juntos
Eram muito amigos, desses confidentes que a gente não vê o tempo passar quando tá conversando e que a gente liga no meio da madrugada pra desabafar
Foi assim por muito tempo quando eles se guardavam apenas no coração e estavam juntos apenas em devaneios. Ela já havia dito não pra ele. Ele já havia dito não pra ela. Ele já tinha sido magoado por ela. Ela já tinha sido magoada por ele.
Mas eles se amavam demais. Desses amores “cometa halley” que acontecem só uma vez na vida.
Normalmente, ele costumava ser uma pessoa otimista, mas não estava em bom momento da sua vida. Andava triste, cabisbaixo, desmotivado e sentindo-se sozinho.
Ela sempre havia sido pessimista, mas ele não se importava. Costumava achar bonitinho até quando ele dizia ter certeza que no fim da vida tu acabaria infeliz e casado com uma pessoa que tu não ama tanto assim. É que ele sempre teve certeza que era ela quem seria o ponto final da vida dele, pelo menos em relação à vida romântica. A verdade é que ele a amava muito, mais do que já havia amado alguém em toda a sua vida. Ele tinha muita certeza que era com ela que queria passar o resto da vida.
Desde a primeira vez que a viu, ele já sabia que aquele sorriso largo não era como os demais sorrisos estampados na boca de pessoas vazias. Ela tinha.. algo mais! Não deixava espaço para lacunas, ela o preenchia. Era linda, alegre, engraçada, inteligente, amiga, sincera e sabia acolhê-lo como ninguém jamais soube. Era perfeita, a mulher dos seus sonhos.
Mas naquele dia, ele percebeu como andava se queixando. As reclamações da vida já tinham se tornado uma constante nesse último ano, mas não era isso. Ele reclamava de Leia e como ela não parecia mais ser ela, mas andava sempre demonstrando uma sombra de tristeza e vazio que ele não sabia preencher. Isso o deixava apavorado e sem saber o que fazer. Queria que ela se sentisse completa com ele, como ele sempre se sentiu com ela. Leia já não conseguia mais se entregar por ele como costumava fazer. Era culpa dele e ele já sabia no fundo do coração embora não admitisse verbalmente. Ele só não queira perde-la, não conseguia conceber a ideia de deixa-la partir e dali dois ou três anos vê-la nos braços de outro, uma vez mais...
O que havia se perdido? Onde estava? Como ele podia consertar?
Tudo o que ele sabia, é que sentia saudades dela... do seu lado, de forma genuína e sincera.
Era amor.

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