Vai ser difícil te deixar partir
Te ver virando as costas e não olhando pra trás nunca mais
Vai ser difícil te deixar seguir
Pra longe de mim teus pés estão te levando
Vai ser difícil saber que eu não sou mais o motivo do teu sorriso aberto
Mesmo sabendo que eu já não o tenho sido nos últimos dias
Vai ser difícil quando tu disser que desistiu
Tanto quanto foi difícil saber do teu cansaço
Vai ser difícil quando tu não estiver mais aqui pra eu dizer que estou sentindo tua falta
Mesmo que tu tenha dito e insista em dizer que não vai a lugar algum
Eu sei que tu vai partir e que não vai demorar pra isso acontecer
E para mim não será nada difícil, meu amor
Vai ser é impossível ter que te deixar partir
Devaneios Dialéticos
domingo, 11 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Perde-la não era uma opção...
Ele já não sabia mais o que pensar...
Já tinha cantado todas as canções melancólicas que conhecia
Ele e Leia não estavam em um bom momento e ele estava
apavorado com a ideia de perde-la...
Eles já se amavam há muitos anos e grandes expectativas
criaram sobre quando estariam enfim juntos
Eram muito amigos, desses confidentes que a gente não vê o
tempo passar quando tá conversando e que a gente liga no meio da madrugada pra
desabafar
Foi assim por muito tempo quando eles se guardavam apenas no
coração e estavam juntos apenas em devaneios. Ela já havia dito não pra ele.
Ele já havia dito não pra ela. Ele já tinha sido magoado por ela. Ela já tinha
sido magoada por ele.
Mas eles se amavam demais. Desses amores “cometa halley” que
acontecem só uma vez na vida.
Normalmente, ele costumava ser uma pessoa otimista, mas não
estava em bom momento da sua vida. Andava triste, cabisbaixo, desmotivado e
sentindo-se sozinho.
Ela sempre havia sido pessimista, mas ele não se importava.
Costumava achar bonitinho até quando ele dizia ter certeza que no fim da vida tu
acabaria infeliz e casado com uma pessoa que tu não ama tanto assim. É que ele
sempre teve certeza que era ela quem seria o ponto final da vida dele, pelo menos
em relação à vida romântica. A verdade é que ele a amava muito, mais do que já
havia amado alguém em toda a sua vida. Ele tinha muita certeza que era com ela
que queria passar o resto da vida.
Desde a primeira vez que a viu, ele já sabia que aquele
sorriso largo não era como os demais sorrisos estampados na boca de pessoas
vazias. Ela tinha.. algo mais! Não deixava espaço para lacunas, ela o
preenchia. Era linda, alegre, engraçada, inteligente, amiga, sincera e sabia
acolhê-lo como ninguém jamais soube. Era perfeita, a mulher dos seus sonhos.
Mas naquele dia, ele percebeu como andava se queixando. As
reclamações da vida já tinham se tornado uma constante nesse último ano, mas
não era isso. Ele reclamava de Leia e como ela não parecia mais ser ela, mas
andava sempre demonstrando uma sombra de tristeza e vazio que ele não sabia
preencher. Isso o deixava apavorado e sem saber o que fazer. Queria que ela se
sentisse completa com ele, como ele sempre se sentiu com ela. Leia já não
conseguia mais se entregar por ele como costumava fazer. Era culpa dele e ele já
sabia no fundo do coração embora não admitisse verbalmente. Ele só não queira perde-la,
não conseguia conceber a ideia de deixa-la partir e dali dois ou três anos
vê-la nos braços de outro, uma vez mais...
O que havia se perdido? Onde estava? Como ele podia
consertar?
Tudo o que ele sabia, é que sentia saudades dela... do seu
lado, de forma genuína e sincera.
Era amor.
A importância dos braços
28-12-2015
Ele não havia sido feito pra ficar sozinho, por isso sentia
a necessidade constante de aconchegar-se nos braços de alguém...
Mas também não servia para dar-se a qualquer um ou qualquer
uma... Era seletivo até demais!
Ainda assim, não sentia necessidade de muitas pessoas.
Um amor e dois amigos verdadeiros eram suficientes para ele.
Suficiente para que ele pudesse sentir-se com os pés
firmados.
Mas naquela noite, ele encontrava-se só.
Sem amigos. Sem amor.
Eram apenas os três: ele, a solidão e o calor.
Não há braços.
Talvez o primeiro devaneio
27-12-2015
Era uma noite quente de verão...
Ele já estava fora de casa há dois dias e sentia-se pouco
confortável apesar de todo o acolhimento e carinho da família que o recebera...
O dia havia sido monótono... Não havia companhia ali que
pudesse alegrá-lo.
Haviam dois casais... Um composto por um homem e uma mulher
que já haviam passado da meia idade. Eram pais de um querido amigo seu, mas
pessoas velhas, com mentalidades velhas. Embora tivesse dado uma risada aqui e
conversado determinado assunto ali, ele ainda não sentia-se entre amigos. O
outro casal era composto pela filha mais nova e seu namorado. Ela, uma moça
muito bonita e alegre que provavelmente fazia do namorado um cara de sorte. Ele
lamentou por um momento que não fosse ele o namorado daquela moça, mas logo
voltou a si.
A monotonia vivida naquele dia, onde já havia cumprido sua
tarefa naquele local, o levou a lembrar-se dela... Sim, Stella que há pouco o
havia abandonado. Lembrou-se da pequena e de como ela costumava deixa-lo feliz
em momentos como este. Nenhuma das duas estavam mais ao seu alcance. Por um
lado, ele não queria mesmo que estivessem. Nunca sentiu-se completo ao lado de
Stella e nem mesmo sequer podia compreender porque a amava e porque ainda
sofria por ela.
Ainda assim a solidão conseguiu toma-lo no colo como um de
seus filhos pequenos a quem ela tanto quer carregar. O cuidado da solidão era o
único carinho que ele recebia naquele dia. Sentia-se só. Carente. Necessitado
de um abraço, mas não de qualquer um. Precisava de um abraço dela. Só os braços
dela tinham força para lhe dar a certeza de um futuro que se aproximava.
Pensou em procura-la com uma desculpa qualquer. Descobriu
que ela festejava com amigas. Lembrou-se que ela ainda tinha vida além dele. Desistiu.
Afundou-se novamente em seu mundo interno. Não interagiu mais com a família
naquele dia, apesar de todos os esforços que eles faziam. A tristeza diminuiu.
A solidão aumentou. Já imaginava o que faria no próximo ano, quando estaria
completamente só pela primeira vez em sua vida. Sem amores. Sem amigos. Sem família.
Não parecia haver possibilidades que o consolassem naquela noite. Decidiu
escrever. Escreveu. A solidão não passou. A monotonia também não. O namorado da
moça veio perguntar se ele queria beber um leite com toddy e então ele decidiu
parar de escrever... Disse que estava bem, mesmo não estando. Não queria nada..
Não queria ser consolado e nem distraído por nada. Nada que não fosse Leia...
Leia, a menina do sorriso largo
18-12-2015
Eram quase duas da manhã e ele só conseguia pensar nela...
Sim, nela: Leia, o grande amor da sua vida...
Ele já quase não pensava na Stella que o havia abandonado e
partido o coração.
Ele só conseguia pensar nela e lembrar-se do cheiro que ela
exalava, do modo como ela o olhava e do gosto que tinha sua boca. Lembrava-se
da forma perfeita que tinham as suas pernas e de como ele havia gostado de
toca-las.
Mas mais do que tudo, ele se lembrava daquele sorriso largo.
O sorriso mais contagiante que ele já tinha conhecido!
A verdade é que ela o havia dominado por completo haviam
três semanas...
Mentira! Já faziam três anos que ele não conseguia pensar em
mais ninguém da forma como pensava nela... Ela havia dominado seu coração, seus
pensamentos e sua fé na utopia de sua vida pessoal.
Ele não sabia explicar o que era.. Seria a beleza que ele
havia notado desde a primeira vez que a viu? Talvez os gostos que eram tão
parecidos com os dele? Ou seria a cativante e acentuada inteligência que ela
demonstrava como nenhuma outra pessoa que ele conhecera?
Ele não sabia explicar ao certo.. Era como a canção “Porque
era ela, Porque era eu” de Chico Buarque.
Tudo o que ele conseguia era se lembrar daquele largo e
contagiante sorriso de pó Royal que havia transformado por completo sua vida...
Não dá pra perdoar quem vai embora mas não vai
14-10-2013
Eu não consigo te perdoar... Por mais que eu tente, não consigo, não consigo e não consigo.
Eu não consigo te perdoar... Por mais que eu tente, não consigo, não consigo e não consigo.
Não consigo perdoar pela mentira
que tu me disse... É, mentira mesmo. Você disse que depois de estar onde estou,
eu não iria mais ficar pensando em ti, imaginando como seria viver do teu lado
ou como seria estar contigo... Disse que eu não ia sentir saudade de ti ou das
tuas risadas... Mas o que mais me dói, é que tu disse que eu ia conseguir viver
feliz, completo.
E é por isso que eu não consigo te
perdoar... Por cada promessa não verdadeira que tu disse pra mim... Por eu não
conseguir passar nenhum dia sequer sem pensar em ti ou me imaginar do teu
lado.. Sem sentir saudade do teu sorriso e ter que procurar desesperadamente
por uma foto tua pra matar a saudade... Eu não consigo te perdoar, porque eu
não consigo deixar sentir saudade de conversar contigo, de planejar o futuro,
de esperar o dia que tu me disse “Eu te amo” e eu pudesse com toda convicção e
felicidade do mundo, responder “Eu sei” e imaginar essas expressões gravadas
nas nossas alianças.
Eu não consigo te perdoar porque
tu disse que eu não ia ficar olhando pro céu e pensando em ti... Mas eu fico,
todos os dias, a todo momento sentindo um vazio dentro do peito que eu tenho
certeza só pode ser preenchido por ti, meu amor. Eu não consigo te perdoar
porque eu tenho dentro de mim, todos os dias, uma vontade enorme de te
procurar, te ligar, ir até você... mas não posso fazer isso porque não te faria
bem. Eu não consigo te perdoar, porque mais do que tudo eu queria te odiar,
guardar mágoa e rancor de ti... Mas eu só consigo guardar frustração por não
estar do teu lado... Eu não consigo te perdoar porque sem tu saber ou querer,
tu ainda alimenta uma esperança no meu coração de que um dia nós vamos estar
juntos, felizes e completos. Eu não consigo te perdoar porque sei que tu não
acredita e nem almeja isso mais.. Eu não consigo te perdoar porque tu seguiu em
frente...
Eu
não consigo te perdoar porque tu nunca mais me procurou, mas me excluiu da tua
vida e conseguiu se virar bem com isso... Eu não consigo te perdoar porque tu
deixou uma saudade muito grande dentro do meu peito... Eu não consigo te
perdoar porque você marcou minha vida e estabeleceu em mim um padrão inalcançável
por qualquer outra pessoa do mundo. Algo que só tu pode alcançar, porque não é
só o modo como você sorri que tocou meu coração... Eu só queria te procurar, te
encontrar, ter coragem pra abrir mão de tudo e poder seguir do teu
lado... Eu não consigo te perdoar, porque eu não consigo guardar mágoa e
nem rancor de ti, nem mesmo uma má lembrança... Mas todas as noites, nos meus
sonhos, eu só me lembro do teu marcante e profundo sorriso..
But, I write this for you.. So you’d remember me
Even without any reason, I write it in an October night
It’ll bring you no good fortune and no bad luck
Even without any reason, I write it in an October night
It’ll bring you no good fortune and no bad luck
It’s just one more unjust letter that I should
had never written
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